Brasileiros viram matrioshkas, bonecas tradicionais da Rússia
Um dos tradicionais brinquedos da Rússia, as matrioshkas – bonecas de diferentes tamanhos que se encaixam uma dentro da outra – tornaram-se brasileiras. Isso porque Kátia, a voluntária russa que esteve com a delegação brasileira desde sua chegada à Chelyabinsk para auxiliar na comunicação, desenhou e pintou com as próprias mãos sete delas. E cada uma tinha nome, sobrenome e back number.
Sarah Menezes, Rafaela Silva, Charles Chibana, Rochele Nunes, Luciano Correa e Rafael Silva foram os personagens escolhidos por Kátia. Além deles, a maior boneca representou os técnicos da seleção: Luis Shinohara, Rosicleia Campos e Mário Tsutsui, além do mais elogiado desenho, o do gestor Ney Wilson. Estudante da Universidade Estatal de Relações Internacionais de Moscou, Kátia contou como teve a ideia para lá de criativa.
“Falei com os brasileiros e estávamos conversando sobre matrioshkas. Aí pensei que seria engraçado fazer dos atletas, das diferentes categorias. Procurei ver se tinham matrioskas para pintar e achei numa loja. Foi difícil decidir quais atletas pintar. Queria desenhar todos, mas seria impossível. A Sarah, por ser a menorzinha, e o Baby, pelo tamanho, eram evidentes”, disse Kátia, que esteve no Brasil, nas cidades de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, no ano passado por cinco semanas para um intercâmbio social.
Rosicleia Campos comentou sobre o presente. “Sensacional! Criativo e autêntico. Nunca recebemos nada parecido. Ficou perfeito. Tudo, até o detalhe do cordão que uso dos meus gêmeos. O trabalho dela foi fundamental. A gente não fica no escuro. Ela foi mais que especial. Tornou-se uma amiga e fez além do que tinha que fazer”.
O Mundial chegou ao fim e a delegação brasileira já deixou a cidade russa, mas a convivência e o aprendizado nesses nove dias ficarão marcados na vida de Kátia. “Foi superlegal, só emoções positivas. Estou triste que acabou, mas estar ao lado de brasileiros é sempre bom. Quando falo com os brasileiros não sinto problema de choque cultural. Somos até parecidos”, finalizou a universitária.
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Foto: Arte do Globoesporte.com