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08/10/2025 00:20:00
Seleção Brasileira - Transição

Brasil tem pódio completo, com ouro, prata e bronze, e fecha Mundial Júnior de Judô no top dois geral

Jesse Barbosa (-90kg) foi campeão, João Segatelle (-90kg) vice e Dandara Camillo (-78kg) medalhista de bronze, nesta terça-feira (07), em Lima, no Peru

Brasil tem pódio completo, com ouro, prata e bronze, e fecha Mundial Júnior de Judô no top dois geral
Foto: Anderson Neves/CBJ

O judô brasileiro fechou as disputas individuais do Campeonato Mundial Júnior com mais três medalhas! Nesta terça-feira (07), em Lima, no Peru, a Seleção fez dobradinha no -90kg, com Jesse Barbosa sagrando-se campeão e João Segatelle ficando com a prata, enquanto Dandara Camillo levou o bronze do meio-pesado feminino (-78kg). Junto às medalhas conquistadas no primeiro dia de competição, no domingo (05), com Nicole Marques (-52kg), ouro, e Gyovanna Andrade (-57kg), bronze, além dos quintos de Bianca Reis (-57kg) e Bruno Nóbrega (-66kg), o Brasil ficou em segundo lugar no quadro geral, atrás apenas do Japão.


Jesse Barbosa é ouro e João Segatelle prata em primeira final mundial brasileira


Teve dobradinha brasileira em Lima, e o hino nacional tocou pela segunda vez no Coliseu Eduardo Dibós! No -90kg, Jesse Barbosa foi medalha de ouro, enquanto João Segatelle ficou com a prata.


Jesse estreou contra Daniiar Melisov, atleta do Quirguistão, e teve vitória tranquila por ippon, repetindo, logo depois, o feito nas oitavas, contra o bielorusso Dzmitry Koval. Nas quartas, o brasileiro teve pela frente o polonês Oleksii Boldyriev, travando uma verdadeira batalha e conseguindo um waza-ari no golden score, mesmo pendurado nas punições.


Já na semifinal, Jesse encarou o uzbeque Alisher Samanov, bronze na última edição da competição e de quem havia perdido nas oitavas, e conseguiu encaixar uma imobilização perfeita, fazendo o adversário bater pelo fim do combate antes mesmo dos cinco segundos.


Na final, Jesse protagonizou a primeira decisão mundial 100% brasileira da história, contra o companheiro de equipe João Segatelle. Ainda no primeiro minuto de luta, os dois levaram uma punição cada por falta de combatividade e, depois, receberam a segunda pelo mesmo motivo. Pendurados, intensificaram os ataques até Jesse conseguir a efetividade, fazendo com que Segatelle caísse em yuko. Depois, bastou segurar o placar pelos poucos segundos restantes para carimbar a medalha de ouro.


“Eu estou há dois anos tentando. Ano passado eu parei nas oitavas, e já faz dois anos que eu estou longe de casa. É bom ver que o trabalho duro está sendo recompensado. Foi uma preparação muito árdua, desde os treinamentos em Pindamonhangaba aos que fiz na Sogipa, meu clube, treinando com os melhores: Rafael Macedo, Guilherme Schmidt, Tiago Pinho, Davi Lima, Leonardo Gonçalves, entre outros. Tudo valeu a pena”, disse.


Jesse tem 20 anos e atualmente representa a Sogipa, do Rio Grande do Sul. Carioca, começou no judô aos três anos, no projeto social Umbra Vasco da Gama, onde ficou até 2023, com os professores André, Fabrício e Soraya Amorelli.


“Eu e o Segatelle fizemos a primeira final brasileira na história do Mundial. E é uma honra ter feito história com ele. A gente está rodando junto o tempo inteiro, no cenário internacional ou nacional, no Brasil. Ano passado, a gente fez umas sete disputas de medalha, incluindo sênior e júnior. E nós não somos rivais, ele me motiva e eu tenho certeza que eu também motivo ele”, falou Jesse.


Já Segatelle, antes de chegar à final e ficar com a medalha de prata, passou por quatro adversários nas preliminares. Primeiro, ele venceu o cazaque Arman Bilalkhanov com dois waza-ari e, nas oitavas, passou pelo estadunidense Oleksandr Nyzhnyk com um yuko. Nas quartas, teve um combate intenso contra o russo Aleksei Bulgakov, mas conseguiu levar a melhor nas punições (3-0), impondo ótimo ritmo de entradas.


Na semifinal, o brasileiro cruzou com o georgiano Luka Javakhishvili, campeão da categoria no Mundial de 2024. A vinte segundos do fim, ele conseguiu um waza-ari e encaminhou a classificação para a final, que foi confirmada após o adversário receber hansoku-make (desclassificação) por indisciplina.


João Segatelle, 19 anos, é natural de Americana (SP), e hoje treina no Esporte Clube Pinheiros. A medalha dele, junto a de Jesse, significaram os primeiros pódios masculinos do judô brasileiro no Mundial Júnior após seis anos. Os últimos haviam sido em 2019, com Willian Lima (-66kg), campeão, e Guilherme Schimidt (-81kg) e Michael Marcelino (-66kg), medalhistas de bronze.


“Eu saio muito feliz, mas não 100% satisfeito. O que a gente busca realmente é o lugar mais alto do pódio, mas eu fico muito feliz de dividir ele com o Jesse, que foi o grande campeão, um cara que vem sempre e acaba me motivando a evoluir. A gente sempre está se enfrentando em vários campeonatos aí. Tive uma preparação bem árdua, foram vários treinamentos de campo, tanto lá fora quanto no Brasil, com parceiros de diferentes países, e eu evoluí bastante”, analisou Segatelle.


Dandara Camillo leva segundo bronze Mundial e mantém 100% de aproveitamento na competição


Aos 18 anos, Dandara Camillo (-78kg) agora pode dizer que já têm duas medalhas em Mundiais Júnior. Em 2024, sua estreia na competição, ela foi bronze, e agora, um ano depois, repetiu o feito.


A brasileira primeiro venceu a canadesne Emily Harris por ippon, encaixando um belo estrangulamento. Na rodada seguinte, as oitavas, marcou um waza-ari em Marta Navickaite, da Lituânia, e, nas quartas, teve o único revés do dia contra a sérvia Jovana Stjepanovic.


Na repescagem, Dandara voltou a vencer e passou por Johanna Klinger, da Bósnia e Herzegovina, nas punições (3-1). Já na luta pelo bronze, enfrentou a atual número um da categoria, a francesa Lila Mazzarino, e encaixou um estrangulamento para ganhar a medalha de bronze.


Eu trabalhei esse ano inteiro para o dia de hoje. Só tenho que agradecer à torcida de todos que torceram por mim, minha família, que está sempre me apoiando, meu clube e a CBJ. Era um pouco esperado o chaveamento que eu peguei aqui, e eu estudei as meninas. A cada luta, tive uma estratégia diferente, e era só não mudar que o resultado vinha. E ele veio. Fiquei muito, muito feliz e até chorei de emoção”, comemorou Dandara.


+Resultados


Ainda no dia, o Brasil teve outros quatro representantes no tatame, que não chegaram ao bloco final de disputas.


No masculino, Gustavo Milano (-100kg) caiu na estreia para o yuko do venezuelano Samuel Corzo, e Gabriel Santos (+100kg) bateu no estrangulamento do romeno Darius Dobre, também na primeira rodada. Já Andrey Coelho (+100kg) venceu seu primeiro combate contra o francês Kevin Nzuzi Diasivi, e na luta seguinte foi eliminado pelo japonês Gai Hatakeyema.


Com os resultados dos três dias de competição individual, o Brasil ficou em segundo lugar no quadro geral de medalhas, atrás apenas do Japão. Nicole Marques (-52kg) e Jesse Barbosa (-90kg) foram campeões, João Segatelle (-90kg) vice, Gyovanna Andrade (-57kg) e Dandara Camillo (-78kg) bronze, e Bianca Reis (-57kg) e Bruno Nóbrega (-66kg) quinto.


Esta já é, oficialmente, a melhor campanha do judô brasileiro na história do Mundial Júnior. Mas, ela ainda pode aumentar nesta quarta-feira (08), na competição por equipes mistas.


O Brasil estreia nas quartas-de-final, e aguarda o resultado do confronto Alemanha x Cuba. As preliminares começam às 12h30 (horário de Brasília), e o bloco final a partir de 20h.


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