Brasil reafirma domínio no continente e é campeão geral do Pan-americano Guayaquil 2014
Neste sábado, os brasileiros conquistaram mais três medalhas de ouro, duas de prata e quatro de bronze. No domingo, acontecem as disputas por equipes.
O Brasil reafirmou neste sábado o seu domínio continental ao renovar o título de campeão geral do Pan-americano ao encerrar a competição com sete medalhas de ouro, quatro de prata e cinco de bronze. A diferença para Cuba, segunda colocada, foi uma medalha de bronze já que em ouros e pratas, ambos países conquistaram o mesmo número. O país ainda foi o melhor no masculino e o segundo melhor entre as mulheres – Cuba levou o título no feminino.
Só neste sábado, Victor Penalber (81kg), Tiago Camilo (90kg) e Rafael Silva (+100kg) foram campeões, Maria Suelen Altheman (+78kg) e Luciano Correa (100kg) ficaram em segundo e Samanta Soares (78kg), Rochele Nunes (+78kg), Rafael Buzacarini (100kg) e David Moura (+100kg) conquistaram o bronze.
As medalhas tiveram sabor especial para Tiago Camilo e Victor Penalber. Essa foi a primeira competição de Tiago depois da cirurgia do ombro que o tirou das competições durante quase um ano. E o desempenho não podia ser melhor : venceu suas três primeiras lutas contra Axel Rivera (PUR), Cristhian Gomera (DOM) e Colton Brown por ippon. Na decisão, uma luta dura contra o cubano Andy Gandra por ter uma punição a menos.
“Meu objetivo era fazer uma boa competição e foi isso que aconteceu. Depois de um ano parado, passado por uma cirurgia ser campeão na primeira competição me dá bastante confiança para as próximas competições. Dedico esse título para minha filha já que a primeira vez que luto depois que ela nasceu”, disse Tiago.
Victor Penalber (81kg) também está voltando de um longo período parado por conta da cirurgia no cotovelo. Ele havia voltado aos torneios internacionais no Grand Prix de Samsun, na Turquia, mas não conseguiu chegar ao pódio. Por isso, ser bicampeão pan-americano foi diferente e motivador.
“Fico feliz de estar sentindo o gosto de chegar a uma final novamente, de voltar a competir em alto nível. O objetivo continua sendo melhorar, evoluir... Tem que estar melhor que ano passado. Esse título é muito bom mas é apenas o começo de um trabalho”, disse Penalber que passou por Germán Ayalar (MEX) com um estrangulamento, por Arturo Zapata (VEN) com um wazari e um yuko, por Ivan Morales (CUB) por wazari e por Antoine Valois-Fortier (CAN) por ippon na decisão.
O outro ouro veio com Rafael Silva (+100kg) que chegou ao tricampeonato pan-americano. O caminho até a decisão não foi muito difícil já que na primeira luta Ramon Pileta, de Honduras, atacou a perna de Rafael e foi desclassificado. Na semifinal, vitória por ippon sobre a promessa do judô equatoriano Freddy Figueroa. Mas na decisão contra o cubano Óscar Brayson, a história foi diferente. Com cerca de um minuto, o atual vice-campeão mundial havia sido punido três vezes. Apenas mais um shidô e ele estaria eliminado. Mas Baby controlou bem a luta e fez com o que o cubano recebesse quatro punições e fosse desclassificado.
“O Brayson é um atleta experiente, é sempre um adversário complicado. Fiz uma luta bem tática, fazendo prevalecer meu judô. Acho que é um título importante porque é uma prévia dos Jogos Pan-americanos e pude aprender algumas lições e observar os adversários de perto”, disse Rafael.
O cubano foi justamente o algoz de David Moura (+100kg), impedindo uma final verde e amarela.
“Fiquei chateado com a derrota pro cubano porque eu o estudei muito. Na hora que errei ele aproveitou. Tenho percebido que estou com mais gás, com uma pegada melhor, estou satisfeito com o que venho fazendo nas últimas competições”, disse David, que antes da semifinal com o cubano havia vencido o canadense Martin Rygielski (CAN) por imobilização. Na decisão do bronze, ippon sobre Ramon Pileta (HON).
Nas categorias meio pesado masculino e pesado feminino, o Brasil teve dois representantes no pódio. Luciano Correa (100kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg) chegaram à decisão mas não resistiram aos cubanos José Armenteros e Ydalis Ortiz, respectivamente e ficaram com a prata.
“Acho que levo algumas coisas para melhorar mas não podemos menosprezar uma medalha em Campeonato Pan-americano. Ainda é o início do ano, início do ciclo e meu objetivo é ir subindo degrau por degrau”, disse Luciano.
“Gostei especialmente da minha luta com a cubana porque consegui mudar minha postura, lutei indo pra cima. Infelizmente, ainda não deu certo, mas eu saio de cabeça erguida”, disse Suelen.
José Armenteros também eliminou Rafael Buzacarini enquanto que Rochele Nunes caiu na semifinal diante de Maria Suelen Altheman.
“Gostei da competição até porque perdi para o campeão. Foi um bom resultado pra mim porque percebi que estou conseguindo voltar à minha melhor forma, sendo mais agressivo, partindo mais pra cima dos adversários”, disse Buzacarini.
A jovem Samanta Soares (78kg) conseguiu uma recuperação dentro da competição depois de perder em sua estreia para a cubana Yalennis Ramirez, que acabaria como campeã da competição. Na repescagem, jogou a americana Samanta Bleier por wazari e depois a imobilizou garantindo a vaga na luta pelo bronze. Na decisão do terceiro com a equatoriana Diana Charla venceu por três punições de diferença.
“Acho que foi um bom começo mas também acredito que poderia ser melhor, já que consegui medalhar mas queria chegar na final. Acho que o que tiro de mais positivo são os pontos que consegui para o ranking e que vão me fazer subir de posição”, disse Samanta.
Mariana Barros (63kg) poderia ter trazido mais uma medalha para o Brasil mas sentiu o cotovelo na semifinal em que foi derrotada pela equatoriana Estefania Garcia e não pode lutar pelo bronze. Maria Portela foi derrotada na estreia pela canadense Monika Burgess e ficou fora da disputa por medalhas.
Neste domingo, a competição se encerra com as disputas por Equipes e de Kata. As chaves da competição por equipes podem ser conferidas nos arquivos em anexo, bem como as súmulas das categorias individuais deste sábado.