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05/02/2014 18:13:04
Seleção Brasileira - Principal

Auge da forma no momento certo exige preparação física adequada

Comissão técnica multidisciplinar conta com dois preparadores para auxiliar no planejamento dos atletas durante o ano

Auge da forma no momento certo exige preparação física adequada

Uma das principais funções da comissão técnica do alto rendimento da Confederação Brasileira de Judô é planejar. Com um calendário com 42 das 52 semanas ocupadas por eventos da  Federação Internacional e tendo os atletas que representar diferentes instituições como clubes, federações e as forças armadas, por exemplo, além da própria CBJ, cabe à gestão de alto rendimento montar esse quebra-cabeça. Função da área técnica composta por Ney Wilson, pelos técnicos Luiz Shinohara e Rosicléia Campos e pelos técnicos-auxiliares Fulvio Miyata, Mário Tsutsui, Mário Sabino e Danielle Zangrando.

Mas eles também indicam quais campeonatos são prioritários para a seleção e, portanto, quando é que os atletas precisam estar no auge de sua forma física. E é exatamente nesse momento que entram os preparadores físicos. Hoje a seleção principal conta com dois profissionais com essa formação: Josué Moraes e Wagner Zaccani. Durante o treinamento de campo que serviu para testar os atletas e preparar os representantes brasileiros no Grand Slam de Paris do próximo final de semana, Josué teve a oportunidade de ministrar uma palestra para os integrantes da seleção.

“Nosso trabalho geralmente é no campo, conversando mais individualmente. Essa foi a primeira vez que pudemos apresentar alguns dados, algumas informações e debater um pouco com atletas a respeito da importância da preparação e do planejamento. Também pude saber deles o que eles pensam da área, mostrar um pouco do nosso trabalho, o que a gente pretende fazer e o que já estamos fazendo”, disse.

Atualmente, um judoca de alto rendimento passa, em média, 240 horas por ano realizando atividades de preparação física. A maior parte desse tempo é dentro dos clubes e, por isso, é necessário que o trabalho da seleção seja feito em consonância com o que se desenvolve nessas instituições. A periodização tem como objetivo fazer com que os atletas estejam no auge de sua valência física no período que antecede as competições de maior relevância, seja para a seleção ou para os clubes.

“Tenho certeza que a relação com os clubes está cada vez mais próxima. O calendário está quase definido até o final do ano, especialmente o da seleção, a não ser que algum atleta se lesione ou esteja impedido de competir por algum outro motivo. Hoje, conseguimos montar um programa, uma periodização em conjunto que vá fazer com que o atleta esteja no ápice de sua forma nas competições mais importantes”, disse.

E no intrincado jogo entre quais são as atividades que renderam ao atleta um melhor desempenho, a troca de informações é extremamente importante. Por ser uma área recente dentro da comissão técnica, parte do trabalho dos preparadores físicos passa por tirar dúvidas dos judocas a respeito de seus planos individuais de treinamento. Mas, de acordo com Josué, essa relação está se fortalecendo com o passar do tempo.

“O que vejo de mais positivo é que estamos cada vez mais próximos dos atletas, eles estão confiando cada vez mais no nosso trabalho, estão buscando nossa opinião, estão respeitando nossa postura com eles dentro da seleção e tem sido uma troca de experiências muito boa”, completou.

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